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Projeto arquitetônico: a planta que funciona e que a Prefeitura aprova

Do estudo do que o terreno permite até o conjunto de pranchas do processo de aprovação, passando pela distribuição dos ambientes.

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O projeto arquitetônico responde a duas perguntas ao mesmo tempo: como a casa vai funcionar para quem vai morar nela, e o que a lei permite naquele lote. Um projeto bonito que não respeita o recuo não é aprovado; um projeto aprovável com circulação malresolvida incomoda todos os dias, por décadas.

Para quem serve

  • quem vai construir uma residência em terreno próprio;
  • quem vai ampliar o que já existe, com mais um cômodo, uma suíte, uma edícula ou um pavimento;
  • quem precisa aprovar na Prefeitura para obter alvará de construção;
  • quem comprou um terreno e quer saber, antes de decidir, quanto é possível construir nele.

Como o trabalho é conduzido

  1. Enquadramento do lote. Zona, recuos obrigatórios, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento e taxa de permeabilidade. É o que define o envelope dentro do qual o desenho pode existir.
  2. Programa de necessidades. Quantos dormitórios, como a família usa a casa, onde o sol nasce e se põe no terreno, onde entra o carro, o que vem agora e o que fica para uma etapa futura.
  3. Estudo preliminar. A distribuição dos ambientes em planta, ajustada até a conversa terminar em acordo. É a etapa em que mudar é barato.
  4. Projeto legal. Plantas, cortes, elevações, planta de situação e implantação, quadro de áreas e o memorial que o processo de aprovação exige.
  5. Aprovação. Protocolo na Prefeitura e acompanhamento das exigências até o alvará.
  6. Projeto executivo. O detalhamento que a obra usa para construir, com cotas, especificações e os detalhes que evitam improviso no canteiro.

O que o projeto evita

Obra sem projeto aprovado não obtém alvará, e a construção que nasce assim entra depois no caminho mais longo, o da regularização, com levantamento, projeto de legalização e processo administrativo. Projetar antes custa menos do que corrigir depois, e mantém a matrícula do imóvel fiel ao que existe no terreno.

O que sai no orçamento. A proposta separa o que é projeto, o que é taxa e o que é aprovação, e informa quais etapas estão incluídas.

O que ter em mãos para o orçamento

  • matrícula do imóvel ou o número de cadastro do IPTU;
  • área do terreno e endereço, para o enquadramento na zona;
  • a área aproximada que se pretende construir;
  • levantamento topográfico, se houver;
  • projeto aprovado antigo, quando for ampliação.

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