Apareceu uma trinca na parede, uma mancha de umidade no teto ou um revestimento que começou a soltar.
A dúvida costuma ser a mesma: isso é grave? E, junto dela, vem a necessidade de ter a resposta por
escrito, para mostrar ao condomínio, ao proprietário, à seguradora ou ao vizinho.
Qual documento responde a cada dúvida
Os nomes se confundem no dia a dia, e escolher o certo evita contratar mais do que o necessário ou
menos do que resolve.
- Vistoria. Constata e descreve o estado do imóvel em
uma data, com medição e registro fotográfico. Responde à pergunta "como está".
- Parecer técnico. A opinião fundamentada do profissional sobre uma questão objetiva.
Responde a "isto representa risco", "pode reformar assim", "o que precisa ser feito".
- Perícia. Investiga a origem do problema e a responsabilidade por ele. É o caminho quando
existe discussão entre partes, processo judicial ou pedido de reparação.
- Inspeção predial. Avalia o edifício inteiro, sistema por sistema, classifica as anomalias
por grau de risco e devolve um plano de manutenção por prioridade, conforme a ABNT NBR 16747. É o
trabalho procurado por condomínios.
Em todos eles, o resultado é um documento escrito, assinado por profissional habilitado e
acompanhado de anotação de responsabilidade técnica registrada no CREA. É isso que dá a ele valor
perante o condomínio, a seguradora, o banco e o juízo.
Situações mais frequentes
- trincas e fissuras em paredes, vigas, pilares e pisos;
- infiltração e umidade em teto, parede, box, sacada e garagem;
- destacamento de revestimento e de peças de fachada;
- estado de conservação do imóvel, antes de comprar, de alugar ou de reformar;
- dúvida sobre a segurança de uma alteração pretendida na edificação.
Para reconhecer o que mais costuma aparecer nos imóveis, leia
as cinco patologias mais comuns em
vistorias.
Como o trabalho é conduzido
- Definição da pergunta. O que precisa ser respondido, e para quem o documento será
apresentado. É isso que determina o escopo.
- Vistoria no local. Exame do elemento e do seu entorno, medição do que pode ser medido e
registro fotográfico numerado.
- Monitoramento, quando a conclusão depender disso. Uma fissura estabilizada e uma fissura
ativa podem ter a mesma aparência e levar a conclusões opostas. Distinguir uma da outra exige
testemunhos ou medidor instalados sobre a fissura e lidos em datas diferentes, para dizer se houve
movimentação no período.
- Documento. Descrição do que foi observado, fundamentação técnica, conclusão objetiva sobre
a pergunta feita e as recomendações cabíveis.
- Responsabilidade técnica. ART registrada no CREA, vinculando o autor ao que foi
afirmado.
Quando a pergunta muda no meio
do caminho. Se, durante a vistoria, ficar claro que responder sobre a segurança exige apurar a
origem do problema, o trabalho passa a ser perícia. Isso é informado antes de prosseguir, com o novo
escopo apresentado.
O que ter em mãos para o orçamento
- endereço, tipo e idade aproximada do imóvel;
- o que apareceu e desde quando, com fotografias, se houver;
- se houve obra, reforma ou demolição no imóvel ou na vizinhança;
- para quem o documento será apresentado;
- projeto, manual do proprietário ou laudos anteriores, quando existirem.
Abrangência
Ribeirão Preto, Bonfim Paulista e cidades da região.
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